Encontrei um site interessante, movido por uma ideia simples: conversar com pessoas que acabaram de transar. As conversas são ótimas, especialmente porque ainda sob impacto da gozada ou da bebedeira. O mais curioso, porém, foi conferir as fotos. Gente comum, acima do peso, descabelada, feia até. Tenho a impressão que quanto mais preocupado com a imagem, performance ou percentuais de gordura, menos trepada você dá. Será que beleza é um fardo muito grande, insuportável para quem precisa ficar sujo, melado, molhado, de quatro, por baixo, por cima, engolindo coisas do outro e em posições esteticamente desfavoráveis? O site é o http://www.vice.com/pt_br/read/entrevistas-com-pessoas-que-acabaram-de-transar
02/02/2012
Visitação pública
Encontrei um site interessante, movido por uma ideia simples: conversar com pessoas que acabaram de transar. As conversas são ótimas, especialmente porque ainda sob impacto da gozada ou da bebedeira. O mais curioso, porém, foi conferir as fotos. Gente comum, acima do peso, descabelada, feia até. Tenho a impressão que quanto mais preocupado com a imagem, performance ou percentuais de gordura, menos trepada você dá. Será que beleza é um fardo muito grande, insuportável para quem precisa ficar sujo, melado, molhado, de quatro, por baixo, por cima, engolindo coisas do outro e em posições esteticamente desfavoráveis? O site é o http://www.vice.com/pt_br/read/entrevistas-com-pessoas-que-acabaram-de-transar
01/02/2012
Última fronteira
30/01/2012
Ui ui
03/12/2011
Pausa, não fim
03/10/2011
Sociedade
Quando você vai envelhecendo as coisas tendem a se sofisticar. Para quem vê de fora, especialmente para os muito jovens, a impressão que dá é um ar de certo cansaço. Mas é simplesmente poder de seletividade. E escolher requer paciência, tempo e uso apurado dos seis sentidos. Dito isso e depois de passar por várias mãos, bocas, paus e xotas, descobri que estou em busca de um sócio na vida. Não me interessa mais descobrir o que um pau ou uma xota pode me proporcionar. Dificilmente algo de novo vai surgir depois de algumas centenas de trepadas. Sexo é mistério e não há como fugir: muito dele se esvai ao longo dos anos. E segredo para mim hoje é conjugar alguém que tope dividir projeto de vida com meus gozos, suspiros e angústias existenciais. Alguém para segurar minha mão na caminhada e vez ou outra usá-la para coisas mais picantes. E tudo vice-versa. Se não, não se engane, você estará só.
11/07/2011
Alice
Descobri qual é a parte do meu corpo mais sexy e, o melhor, é a de mais fácil manutenção a longo prazo: meu sorriso. É importante descobrir isso e enfatizar seu melhor dom físico na hora da caça. Em menos de um mês me obrigaram a sorrir seis vezes em situações as mais absurdas. No meio de um silêncio, durante uma trepada banal e até andando na rua. Literalmente falaram: "sorri pra mim, vai!". Sorri, claro. Até cansei a musculatura facial. Aprendi assim que o mero ato de sorrir ou emanar energia para o outro pode mais ser sexy que tirar a camisa ou ficar de pau duro. Tente. Se der.
28/04/2011
Te amo
Marilena Ansaldi, a grande, é escorpiana. Exala sexualidade aos 77 anos. http://www.youtube.com/watch?v=Y6jkBq4Q4W4&feature=player_embedded#at=17
25/04/2011
28/03/2011
09/02/2011
Havaianas
Não sei onde você se deita todo dia. Mas vivo em São Paulo e o calor aqui está acima do normal. Por causa disso, nunca olhei tanto para o chão como neste mês. Não para procurar fonte d'água ou coisa do gênero. É que todo mundo põe os pés para fora e nada mais sexy que um pé andando por aí com tiras, e somente elas, cobrindo suas partes. A língua umedece.
19/01/2011
Matemática
Eu fiz cálculos para ela. Começou a transar na adolescência, está perto dos 40, transou muito, com homem, mulher, os dois e em grupo. Não uma vez por mês, às vezes três por semana. Foi casada uma vez, teve namoricos e, também por ela, fiz subtrações. Chegamos a um número. Ela trepou, chupou, deu, comeu ou fez gozar com ou para 700 pessoas. Sem repetir figurinha. Confessou estar exausta. Já viu paus de todas as cores, formas e tamanhos. Xoxotas largas, apertadas, peludas, devastadas. Quer conteúdo agora. Transar, só depois. Está há dois meses sem sexo. A conta, nesse caso, é difícil de fechar.
10/01/2011
Oi?
Perdi o tesão. Por isso a irregularidade de posts. Deve ser passageiro. Mas tenho andado meio decepcionado com as escolhas que tenho feito. Ou preciso beber mais chá de bússola ou o mundo acabou e tenho de engolir duas caixas de Exodus, a pílula do momento. O fato é que as pessoas com quem esbarro andam tão exaustas que sequer tiram a roupa pra trepar. Deixam pra mim. Chupar, dar ou comer, lamber ou mesmo mandar um torpedo decente e picante, então, é tarefa hérculea para muitos. Dei uma fechada pra balanço, vou rever prioridades. Quando o sexo se torna uma tormenta para o outro, e para mim continua sendo um grande exercício de troca é sinal que é necessário reajustar o foco. E pior: parece que trepo sozinho. O blog não morre, mas que a vida de solteiro anda chata, isso anda.
06/12/2010
Sexo limpo?
Não tenho como não comentar a questão sexo sujo. Sei que novela não é exatamente um programa daqueles, mas a polêmica em torno de Gerson, o personagem de Marcello Antony em Passione, deve ter passado por seus ouvidos. Filho de Fernanda Montenegro, ex-marido de Carolina Dieckmann, o rapaz tem uma tara que só foi revelada na semana passada. Ele gosta de ver cenas que ele considera sujas. Não disse quais, mas supostamente são putarias em banheiro, fisting, penetração dupla etc. Na minha opinião, a questão é mais complexa porque nunca ouvi falar de sexo limpo. Seria sexo entre fadas e gnomos, entre sua mãe e seu pai? Só se for e, nesse caso, você está sendo enganado. Como diz uma amiga minha, uma perversão só vira problema quando a combinação é desfeita. Tipo quero enfiar dois paus no seu cu e você me disse antes que era só aceitava um por vez. Grande, mas só um. Daí o que se faz? Pede um táxi. Sexo sujo? Fala sério.
26/11/2010
Hype ou hope
Hoje é sexta e, como diz uma amiga minha, é dia de bafo, que, para mim, é igual a caçar pessoas para trepar. Fiquei na dúvida se iria para uma boate chique, que reabriu há pouco e é frequentada por gente fina, linda e perfumada, que toma champanhe em taça de cristal quando dança. A outra opção seria um boteco de quinta categoria com plateia bagaceira, que bebe cerveja de garrafa, às vezes quente, come churrasquinho de gato e ri alto. Pesei na balança o assunto que mais me interessa: sexo. Optei pela segunda via, onde está o banheiro mais imundo da cidade. Cansei de quem posa, finge não querer afeto, sequer transar e só desce do troninho depois que detona a primeira garrafa de espumante. Prefiro os sem eira nem beira, mas que têm como meta da vida conhecer ou se reconhecer no outro.
18/11/2010
Pau firme
28/10/2010
Meninos e meninas
Estou lidando com um fato curioso desde que comecei a publicar este blog no Mix Brasil: a misoginia. O pauparaqualquerobra existe há quase dois anos, prega a sexualidade semi-irrestrita e plena e, também por isso, tem sido bem recebido por quem o lê. No blog, que paira na web, falo sobre todo e qualquer tipo de experimentação sexual, e inclui, apenas inclui, o amor entre dois homens. O que me chama a atenção é um certo número de gays que excluiu por completo a afeição por mulheres, alguns deles se manifestando no Mix, mas não no blog em si. Muitos misóginos chegam ao ponto de assumir que sequer se relacionam como amigo de uma mulher. Tive conhecidos assim, mas o preconceito de quem sofre na vida desse mesmo mal sempre me impressionou muito. Como jogar do mesmo jogo? E, menino, não seja bobo: vamos usufruir o que a mulher tem de melhor e nos acrescenta. Estou falando além de olhar para o próprio pau ou de sentir o cheiro da xoxota alheia.
19/10/2010
O buraco é mais embaixo
Um leitor do blog comentou que está casado com um rapaz há dois anos, aposta no relacionamento, mas, frisa, só continuará no enredo se paixão existir. Perigo à vista: paixão é sereia. Encanta, arremata, mas pode levar o amador para o fundo do mar, como se marinheiro tolo fosse. É preciso entender que o canto da sereia é lambida para nossos ouvidos, mas é cilada, e um dia o encantamento vira espuma à beira-mar. Amar é pisar em terra firme. É como se você criasse raízes, se o outro fosse adubo e você semente, um extensão para o outro. É triste quando se percebe isso, mas se vive com alguém que respira encantamentos óbvios, por um rabo de peixe. Às vezes um simples gesto de cobrir o homem ou a mulher que se ama em dia de frio é mais intenso que uma trepada em noite de fogo.
18/10/2010
Isaura
Fiquei sabendo de uma história ótima. Um conhecido meu, com longos dez anos de casamento, decidiu experimentar um terceiro elemento na relação. Ele e o namorado foram atrás de um parceiro que fosse compatível com os dois e, assim sendo, pegaram um personal trainer daqueles todo cortado de músculo. Tudo ia bem até a hora que esse meu amigo decidiu que não iria encarar aquela brincadeira. Deixou os dois na cama e achou mais divertido fazer faxina. Sim, começou a arrumar e desarrumar camisetas, limpou a geladeira, deu um tapa no banheiro e até fez comida. Ao final, o estranho se foi e a rotina do par, pasme você, voltou ao ponto onde havia sido interrompida. Sem muito drama. É difícil encontrar uma fórmula para que o tédio não se instale numa relação longa, e quem viveu uma sabe disso. Isso acontece, basicamente, quando os dois não querem mais a mesma coisa. E isso não tem nada a ver com sexo.
08/10/2010
Alô
ELA - "Oi. Saudades de vc! Vamos ao cinema hoje ou não? Eu estava pensando se a gente poderia pegar a sessão das 21h30, depois a gente janta, sei lá."ELE - "Tá."
ELA - "Mas, então, eu preciso saber se eu pego vc no trampo ou se a gente se encontra lá na bilheteria. Vc prefere se encontrar lá mesmo?"
ELE - "Sim."
ELA - "Tá acontecendo alguma coisa q não sei? Vc tá estranho, monossilábico. Pelo amor de Deus, eu fiz algo de estranho ontem que eu não sei? Não fica assim sem me dizer por favor! Meu Deus, que tortura é essa?"
ELE - "Nada."
Assim resumiu-se uma simples conversa entre namorados que, basicamente, estavam apenas marcando um filminho no fim de noite. Pergunta: por que o drama? E se a pessoa for monossilábica, qual o crime? Mulheres reclamam que homens são sucintos em torpedos no celular, homens, que mulheres são prolixas. Quando, afinal, vamos nos entender?
06/10/2010
Muito tempo com você
Vamos de post confessional. Fui casado duas vezes, um homem e uma mulher. Relações distintas, expectativas contrárias, mas uma coisa em comum entre ambas: a tentativa de que o projeto a dois desse certo. Não acredito muito (ou não acreditava) em propostas sexuais estanques, ou seja, tanto faz xoxota ou pau.Com a moça, que hoje é minha amiga e virou lésbica (ela diz que não foi por minha causa, e assim espero), a química era complementar. Para pessoas ativas como eu, encontrar uma mulher ainda mais resolvida é quase um recesso ou soneca diante de uma praia grega. Ela trocava o pneu do carro, discutia com pintores e marceneiros, resolvia um par de coisas. Eu, a fazia gozar. Como poucos até então. Ao menos, ela dizia.
Com o moço, a coisa foi um tanto mais complexa. Durou um pouco mais, as famílias interagiram, praticamente criamos um garoto, e as atuações se misturavam. Eu levava sexo, amor e arte para casa. Ele, a família, a simplicidade, o prazer de escolher juntos o peixe numa feira. Para mim, que nunca comprei peixe, nem em supermercado, foi uma hecatombe positivamente eficaz.
Tudo isso para falar do tempo. As duas relações foram longas, o amor, elástico, mas chegou a hora do impasse pelo qual passa qualquer tipo de casal: o que fazer quando ele não arranca mais minha roupa na hora da trepada, ou quando ele (ou ela) chupa meu pau só para dizer que está chupando? Acabou o que era doce e amargo ou simplesmente estava na hora de acabar (ou abrir) a relação? Em uma palavra: fim?
As pessoas têm medo de escolhas definitivas, de relações que seguem por anos, de cumplicidade mesmo. Dúvidas ficam no ar. Será que é ele ou ela? Vou envelhecer ou engordar com esta pessoa? Será que eu fiquei com ele (ou ela) porque ninguém mais me quis? Quanta bobagem. Amar não é contar tempo, não é brincadeira de esconde-esconde. Para mim, amar é segurar na mão de alguém e olhar para frente. Jamais para o lado, ou seja, se sobrepor ou se moldar ao outro. Amar não é também, e definitivamente, olhar para o pulso.
28/09/2010
Aids
Quando eu comecei a transar, no início dos anos 80, o maior perigo que a gente corria era se apaixonar por alguém e não ser correspondido. E como todo adolescente, minha mira sempre foram as mulheres e os homens mais velhos e aparentemente mais seguros. Mas isso é assunto para um outro post, a inversão de expectativas.O que quero comentar aqui é a questão aids. Quando ela surgiu, em meados dos anos 80, foi chamada de imediato de peste gay, como se sabe. Mas como eu tinha uma vida bissexualmente ativa, confesso que me importei parcialmente com a questão. Até que comecei a perder amigos e me informar melhor a respeito.
Perdi Rildo e Flavinho quase ao mesmo tempo, ambos com 23 anos, lindos, felizes e fervidos. Comecei a associar a doença à felicidade, a ser livre àquela época. Não esqueça que estávamos começando a sair da ditadura militar. Se você tem menos de 25 anos e sabe por alto, perdoo, tente o Google e vai entender melhor esse tema.
Enfim, pessoas lindas e felizes morriam mais rápido que os retidos. Foi um baque. Sem saber direito se aids pegava num aperto de mão ou se a gente engolisse a secreção alheia (tanto de mulher como de homem), fiquei dois anos sem tocar nas pessoas. Dois anos para quem tem um blog como esse foi uma eternidade. Mas precisei entender o contexto à época.
Daí que eu conheci uma mulher, com quem namorei, e tinha o vírus. Só que eu não fui informado. Ela só me disse depois que comecei a estranhar sua entrega parcial. Seu corpo só chegava aos pedaços, seus carinhos eram muitos, mas alguns dos meus eram parcialmente recusados. Usar a língua, então, era um drama.
Ficamos juntos alguns meses, viramos amigos, e ela conviveu com o vírus e as dezenas de pílulas do coquetel por 18 anos até morrer. Acredito que ela se cansou, entregou os pontos. Eu aprendi com aquela experiência que cuidar de si é fundamental e é muito mais seguro transar com alguém que se conhece melhor. Em vários sentidos.
Eu, por exemplo, não me contaminei com o vírus. Nem com ela, nem depois. Mas foi muito duro para ela conviver com um bicho que a corroía por dentro.
O curioso é que os mais jovens, 30 anos ou menos, não devem ter amigos que morreram destroçados pela aids. Nem viram pessoas perderem peso repentinamente, músculos sumirem, corpos modificando a estrutura. E, por isso, se jogam a valer nas trepadas. O que não é aparente não existe? Se conselho fosse bom: cara bonita, corpo malhado e juventude podem ser apenas uma miragem. Cuidado com as ilusões.
26/09/2010
Tempo a favor
Desculpe-me voltar ao tema, mas como estou chegando lá, as questões relativas à maturidade vêm chamando mais minha atenção que as preocupações juvenis ligadas às expectativas alheias. Aliás, acabei de me contradizer ao pedir suas desculpas.Tenho um amigo que acabou de completar 50 anos, que reclama da queda da libido e da ciência de repor os hormônios. Até aí tudo bem. Não vejo muitos ganhos na maturidade. Costumo dizer que os 20 anos podem ser definidos pelo verbo PROVAR. Que é bom amigo, bom filho, bom comedor, um ser pró-ativo.
Os 30 anos seriam os anos TER. Uma casa, uma carreira, um amor, trepadas regulares. Os 40 anos consolidam as duas décadas anteriores, ou seja, o MERECER. Você provou e tem, portanto, merece. Os 50 anos, numa visão pessimista, é a idade do PEDIR.
Pedir atenção, oportunidades de trabalho, visitas, telefone de enfermeiros e psiquiatras, sexo sem ser pago, afeto, enfim. Pois esse meu amigo de 50 anos ouviu de amigos, mais jovens, evidentemente, uma frase cômica, senão cínica ou trágica, neste fim de semana. "Não esquenta não. Os 50 anos são mesmo difíceis para a libido. Mas aos 60 anos tudo volta ao normal. Ou recomeça."
Os 50 anos são o tempo do ESPERAR? Do nada.
24/09/2010
Qual é a sua?
Eu sempre fui um homem dedicado a uma proposta. Acredito que relacionamentos são quase um acerto de contas, um negócio, onde duas partes interessadas num objetivo comum acordam sobre metas, expectativas, regras e etiqueta. Portanto, se você me quer só seu, fecho junto. Se a proposta for ser meu (ou minha) e de quem lhe despertar o desejo porque, para você, sua alma não é monogâmica, e amar é um ato orgânico, vou pensar no seu caso. O que importa mesmo é o tal contrato, sem letras miúdas. Isso serve para amizade e relacionamento profissional.
Vou além. Se a proposta for ser comido (a) em lugares públicos, que façamos uma lista de restaurantes, boates, cinemas onde possamos dar vazão ao seu fetiche. Se só quiser dar, como. Se só quiser que eu dê, dou. Se quiser variar, vario. Mais importante que escolher uma posição, é ter a sua.
20/09/2010
Mulher e sexo
Será que mulheres e homens têm a mesma fissura por sexo? Não sou antropólogo, nem psicanalista, apenas um atrevido provocador, mas tenho a impressão que não. Não falo de mulheres mais liberais, estou falando de um padrão, especialmente sobre mulheres acima dos 45 anos. Ao menos uma cinco muito próximas a mim declararam que não fazem a menor questão de trepar mais. O que elas assumiram gostar mesmo é dar beijo na boca, andar de mãos dadas, passar o domingo inteiro do ladinho de um namorado. Só isso. Homens, mesmo aos 50, pensam diferente. Isso tudo é apenas detalhe, um mal necessário. Arrisco dizer que boa parte dos desacertos entre homens e mulheres vêm dessa visão invertida do prazer. Sexo, para boa parte das mulheres maduras, é que é um mal necessário.
15/09/2010
Cutucar
O Facebook é, de fato, um recurso de comunicação avassalador. Quem até então se negava a entrar, já entrou. Quem disse que seria só leitor testemunhal no início, já interage, publica pontos de vista ou a receita do almoço daquele dia. Tudo para falar que eu tenho alguns amigos e amigas que também estão fazendo daquele site um mecanismo de busca para sexo. Ou uma tentativa de fazê-lo. Se você já sabe do que estou falando, vai nessa. Se não, fica aqui que eu explico. Funciona assim:1.Você aceita todo mundo que quer seu amigo
2.Você também busca ser amigo de um monte de gente
3.Daí a coisa esquenta quando você começa a conferir fotos, perfil etc
4.Se o cara ou a moça o interessarem, comece a cutucar
Cutucar: esse é o verbo. Você cutuca uma vez, duas, três. Se a figura retornar, vale uma mensagem semierótica. Se render, uma mais explícita, tipo lamber algo. Se ficar divertido, engula o medo e o orgulho e parta para cima ao vivo. Pode dar em merda? Claro que sim. Mas uma amiga casou com um facefriend. Vamos tentar?
13/09/2010
Voar
Como sexo e morte se confundem e se nutrem, vamos falar sobre amantes e cadáveres? Arrastar cadáver, para ser preciso. É o mesmo que você se separar convictamente de alguém, mas por gentileza, misericórdia ou inércia, manter a pessoa ligada ao seu peito ou à sua cabeça. Isso é ruim para todo mundo, na opinião deste humilde blogueiro. A ver:1.Para quem arrasta: você fica preso a alguém que não emana mais energia, não acrescenta, não o favorece, não o fode como você merece porque, simplesmente, não o quer ou não o quer mais. É o caso? Por pena, por dinheiro, porque a pica é grossa?
2.Para quem é cadáver: receber atenção, acreditar que é querido e, pior, tesudo, por alguém que, de fato, só está com você até aparecer outro melhor? Não valeria a pena olhar para a frente, e não mais para os lados?
3.Para quem está chegando agora para se relacionar com um dos dois e vê toda a cena: o quadro é quase o umbral. Pense comigo. Você está livre, leve e perfumado, interessa-se por um arrastador ou um cadáver que, tecnicamente, estão dispostos a mudar de vida. Isso até a página dois. Na sequência, surgem bloqueios de agenda. O cadáver pede visita, o arrastador corre da sua cama para amparar. Os dois impedem a aproximação do terceiro elemento. É o caso?
É amor ou é falta de alguém da perícia encaminhar a certidão de óbito e identificar a causa mortis? Amar é oxigênio, é não dever mais nada a ninguém, é voar.
09/09/2010
Pau quente
Quando alguém que conheço descobre que tenho um blog sobre esse tema obscuro chamado sexo, cedo ou tarde ouço uma confissão apimentada. No fim de semana fiquei sabendo da experiência de uma amiga com uma banana e achei bem interessante. Seu namorado, de longa data, sempre que pode propõe novidades para deixar a trepada da dupla mais picante. E ela normalmente aceita. Há poucos dias, o moço lacrou os olhos da pessoa para que ela tentasse descobrir o que viria a seguir. Seria um pássaro, um aviãozinho? Não, ele enfiou o pau na xoxota dela e, junto com ele, uma banana recém-saída de um freezer. Sim, congelada. Num primeiro momento, ela disse não ter entendido o que estava acoplado ao já conhecido pau do namorado. Mas assim que ele começou a meter nela, a banana, coitada, viu-se num micro-ondas corporal. A xoxota dela estava tão quente, mas tão quente, que ela cuspiu a fruta. No fim, só sobraram na vagina o pau, que já era de casa, digamos assim, e uma casca de banana constrangida por ter perdido o próprio corpo. Era o caso?
08/09/2010
O tempo
Tenho dois amigos que estão chegando aos 50 anos, o que soma entre 30 e 35anos de envolvimento homossexual. Viveram uma adolescência ou um início de fase adulta sem a problemática da aids (no início uma doença de americanos, depois peste gay e, por fim, um risco evidente para todos), onde as drogas mais "pesadas" da época era a maconha ou a cocaína (mesmo assim, usada mais esporadicamente que hoje) e acreditava-se, veja você, em amor romântico. Hoje, como se sabe, as necessidades, as drogas e os valores são outros. Das duas, uma: adaptar-se ou reter-se. No caso deles, e da maioria dos gays maduros que conheço, a opção dois é mais "simples" ou "viável". A velhice do gay, em diversas situações, lembra a da mulher heterossexual, quando pensamos em "apreciação de mercado". Explico: gays são hedonistas, cultuam o prazer, o belo e o jovem. Se um gay perde os três elementos, corre o risco de virar um ser "querido", mas não "tesudo". Segue para escanteio. Envelheceu, ganhou barriga, página virada.
Um desses dois amigos chegou a comentar que até a libido perdeu por falta de desejo alheio. Reclamou que ninguém mais repara nele. Ou se repara, não pensa em vê-lo nu. Não mais. Nesse caso é necessário, sim, fazer reposição hormonal. É questão física. O que acontece quando você continua um homem interessante, sexualmente ativo, mas não bate-cabelo em boates, muito menos sobe no queijo?
Na minha opinião, depois dos 40, é urgente rever conexões. Descobrir o que realmente lhe interessa ou lhe motiva. É divertido mesmo subir em queijos? Vale a pena estar do lado de alguém que valoriza só a superfície, melhor dizendo, o perecível, tipo beleza e juventude? Ele está revendo as conexões. E você, já reviu suas prioridades ou ainda acha que o tempo está a seu favor?
31/08/2010
Fase oral
Esse é o post de estreia do Mix Brasil. Precisei me apresentar melhor, mas vocês já me conhecem. Sexo na minha vida começou bem cedo, quando comecei a chupar o bico do peito da minha mãe. Eu a mordia e a lambia com tanta voracidade que ambos nos rejeitávamos. Ela achou algo de estranho nas minhas chupadas semieróticas, e eu estranhei aquele pedaço de carne fálico entrando pela minha boca. Eu, enfim, desmamei nas primeiras lambidas. Fiquei confuso.Sete anos depois comecei a praticar sexo oral com um colega de bairro. Bom dizer que foi recíproco. Daí para frente, sexo virou motor e oxigênio. E é um pouco sobre essas experiências e sobre o que me contam por aí que esse blog vai servir.
Curiosa essa história do sexo infantil. Quando falo sexo, logo vem à sua mente penetração, correto? Mas não foi nada disso. Brincávamos de nos tocar, de entender o próprio pau. Era como se um se reconhecesse no outro, o que, na real, é a base da relação homossexual. Foram algumas cinco vezes de paus diminutos e semieretos entrando na boca de um e na do outro. Sem gozo. Até que nos enjoamos também.
Não lembro claramente daqueles momentos, e nem posso considerá-los como pedofilia, afinal eram dois garotos da mesma idade brincando de aula oral de anatomia. Hoje, ele está casado, é pai de três crianças e renega o que viveu comigo. Eu, estou por aí.
27/08/2010
Pau do outro
Você, que me fez gozar várias vezes por causa dos seus comentários e por me acompanhar nessas tortuosas linhas desde o ano passado, precisa saber que eu vou migrar para o site Mix Brasil. Sim, meu pau agora tem dono. Vou estrear um blog homônimo por lá a partir de setembro. Mas vou tentar ficar com dois, ou seja, serei vulgar a este ponto. Ficarei hospedado em casa alheia, mas serei fiel ao primeiro dono. E já estreei com um teaser. Vai lá: mixbrasil.uol.com.br/blogs. Prometo não sumir.
19/08/2010
Imunização
As boates gays são conhecidas por serem muito fulgurantes: as pessoas se divertem a valer, o som é ótimo, ninguém gruda em você se não estiver liberado para isso, e os rapazes adoram dançar e o fazem com muita convicção. Isso é fato. Mas ultimamente têm rolado muita droga por lá. Não adianta fingir e dizer que está por fora porque, no mínimo, ouviu falar. Por causa disso, o sexo, uma das prioridades de quem sai para dançar à noite, fica comprometido. Antes, uma observação:Eu sei que há os que vão para boates apenas "se divertir", "encontrar os amigos", "curtir a noite", "dançar até me acabar", "tomar umas". Como não é o meu caso, seguirei com o texto.
Estava falando mesmo de sexo, certo? Portanto, é um paradoxo você sair para trepar e usar drogas autoelogiativas e individualistas. Primeiro: elas lhe deixam com uma certa prepotência, o que afasta os menos agressivos. Segundo: você até pode levar alguém para casa, mas já sabe que a trepada vai ser ruim, incompleta ou, pior, irresponsável. A pessoa está em transe ou exarcebada. Então, está combinado: todo mundo quer afeto, mas por garantia essa gente usa uma droga que vai dizer, de antemão, que ela já é o máximo. Sofrer dói.
17/08/2010
Na ponta da língua
16/08/2010
Nuevos aires
Desculpe minha ausência. Dei um tempo de tudo, de todos, de mim, das repetições de frases, formatos, horas, metas, encontros e dissoluções. Saí por aí, carregado pelos meus pés e pela direção do vento. Atraído por vozes estranhas, sotaques soturnos, becos imundos e apartamentos requintados. Fui, com desejo e coragem e, você sabe, se você quer e não subtrai forças para alcançar, alcança. Mas voltei. Devo dizer que adquiri novas experiências para esse blog. Em breve relato algumas. A pista: Buenos Aires por uma semana. Na mala: desejo e coragem.
29/07/2010
Desejo
Hoje eu falar de outro, de um já clássico do colunismo nacional: Contardo Caligaris. O psicanalista escreveu hoje na Folha de S. Paulo sobre desejo. Que homem pode tudo. E mulher nasceu para ser casta, a segunda mãe, ou puta, onde aí, sim, o desejo estaria liberado. Não vou falar mais, mas fundamentalmente fala de machismo e do eterno problema das mulheres e a imagem diante dos homens.
28/07/2010
Mistério
O que é o sexo, afinal? Seria um ato físico apenas? Os pragmáticos acham. Uma interação entre almas? Os românticos amam essa versão. Eu, dono dessa plataforma de discurso, acho que é mistério. Sexo é mergulhar em zonas escuras, desempacotar segredos, descobrir nuances e sensações no outro e, consequentemente, em você. Por isso, entendo quando casais dizem que o sexo esfria depois que eles começam a dividir apartamento ou casa. A rotina destroi o mistério: os segredos ficam expostos, cheiros, hábitos, posturas são revelados a todo momento. O que há para ser evidenciado? A fórmula é morar separado? Depende de quem é seu par. Eu já casei, e fazia sexo com regularidade. Porque sexo também pode ser ênfase. Por isso que entendo ainda mais quem afirma, como eu, que não faz sexo com amigos. Só com desconhecidos. É risco? É. Mas você realmente confia na pessoa com quem dorme?
19/07/2010
17/07/2010
Segredo
Aconteceu comigo um par de vezes. Você está lá entre lençóis, lambidas e chupões quando, de repente, ouve a seguinte frase:-Olha, eu tenho uma coisa para lhe contar.
Daí você segue por eliminatórias e pensa baixinho. Será que é comprometido (a), tem uma doença terminal, precisa de dinheiro para comer, não é homem ou exatamente uma mulher, acabou de me passar uma doença venérea ou simplesmente quer me contar que está enlouquecido (a) de amor?
A questão é saber se é o caso de contar um segredo de alto nível no primeiro encontro. Há quem ache que é, e há quem não. Eu, sinceramente, não gosto de ouvir segredo que é de outro (a) de cara. Sei lá, se é da pessoa, que ela cuide com mais carinho e discrição. Haverá hora certa para contar qualquer um desses citados acima. Talvez uma doença infecto-contagiosa fosse a que primeiro devesse ser mencionada, só por preocupação. Mas a maioria das confissões de alcova precisam ser talhadas junto com a relação. E se a pessoa for uma altruísta irrecuperável e gostar de cuidar de pessoas altamente doentes? Se você quiser servir almoços retumbantes para esse ser desprovido de recursos ou mesmo se adorar ouvir um "eu te amo" à primeira mordida? Vai saber. Controle seu ímpeto dramático. Fica a dica.
15/07/2010
Contrato
Será que um tapinha, dois ou três, durante a trepada configura um ato de violência doméstica? Há quem denuncie o parceiro na polícia, há quem anabolize o ritual com pitadas de sadomasoquismo. Quem tem razão? Todo mundo, em minha modesta opinião. Em qualquer relação o que vale é a negociação, o recuo e o avanço, espaços disputados em comum acordo e sempre revisados. Mas se você for além do combinado, a situação muda. Você pode incomodar o parceiro (a) e, assim, o jogo chega a ser desleal para uma das partes. Isso serve desde o que fazer num domingo de chuva (se ambos ficam em casa, fazem churrasco, dormem o dia inteiro) até chamar um terceiro elemento para trepar em casa. Como qualquer relação a dois, seja entre pai e filho, patrão e empregado, entre um par ou um casal, o que vale é deixar claros os limites do contrato.
09/07/2010
Caça
A gente se arruma todo para sair. Volto: a gente se arruma todo para caçar. Sim, porque eu não saio para beber e comer sem segunda intenção. Sempre, desde os tempos imberbes. Mas, enfim, sai armado e às vezes nada acontece: amigo leitor, hora de repensar a estratégia. Nesta semana soube de uma amiga que conheceu o amor da vida dela dormindo. Sim, roncando. Estava ela no saguão de um aeroporto esperando o voo para Atenas quando, de repente, um italiano, lindo, nascido em Capri, com cabelos nos ombros, de terno, pergunta, em inglês:-A senhora poderia ocupar uma só cadeira, porque o saguão está lotado e meu voo será longo?
Sim, exausta, sem planos imediatos, ela dormia em duas cadeiras desde o tempo em que o saguão estava vazio. Com a maquiagem semiborrada, ela pensou que estava chegando no Saara e aquilo tudo era uma miragem. Mas obedeceu, ainda sonada. Quando ele olhou melhor para a atrevida e soltou a segunda, ela quase pediu um Prozac:
-Lindas as suas botas.
Recapitulo: um italiano, lindo, nascido em Capri, com cabelos nos ombros, de terno, pergunta, em inglês, sobre as botas de uma mulher que ama sapatos? Imagine o que aconteceu depois? Ela descobriu que ele iria para Mykonos, como ela. Conversaram horas sobre Brasil, Itália e Grécia e hoje moram juntos em São Paulo.
Atenção: ela o conheceu dormindo.
Assinar:
Postagens (Atom)






